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Tecnologia no Ensino Superior: o que vem a seguir?

O avanço do ensino a distância também transforma as faculdades presenciais. Não que o EAD vá substituir a sala de aula, mas os cursos tradicionais precisam se atualizar. De acordo com projeções internacionais, o uso da tecnologia no Ensino Superior vem se mostrando como uma importante ferramenta para os alunos.

A transição para novos modelos pode impulsionar a maneira como os estudantes aprendem e se envolvem com a matéria. Porém, a adoção desses recursos depende de uma infraestrutura adequada. Ela inclui desde espaços adaptados até educadores capacitados para tirar proveito de softwares e aplicativos.

A seguir, vamos explorar quatro áreas em que a tecnologia pode revolucionar os cursos superiores. Fique conosco!

  1. Aprendizado colaborativo

Muitas universidades mundo afora têm feito mudanças para estimular o trabalho em equipe e a colaboração. Claro que esse tipo de abordagem não é necessariamente novo. O que se alteram são os meios para atingi-la.

Enquanto os modelos tradicionais priorizam a aula expositiva, com o professor despejando conteúdo em frente à turma, as faculdades inovadoras procuram outros formatos de ensino. Isso inclui, até mesmo, realizar modificações na arquitetura das salas de aula.

Os espaços não são mais fixos (com carteiras enfileiradas em frente a um quadro negro). Em vez disso, há paredes modulares e móveis com rodinhas, de modo que o ambiente vá se adaptando às necessidades do momento.

Por aqui, esse conceito foi trabalhado no campus Porto Alegre da Unisinos. As salas têm divisórias removíveis, permitindo que uma turma realize atividades com os colegas da sala ao lado. Já na hora de formar grupos menores, basta deslizar as mesas e as cadeiras para obter ilhas de trabalho – sem aquela barulheira de arrastar classes.

Essa flexibilidade aumenta as possibilidades de atuação do professor. O mobiliário facilita a interação entre os estudantes, fazendo com que eles conversem mais entre si e troquem ideias. Não deixa de ser uma preparação para as reuniões do mundo corporativo, nas quais o sujeito terá que defender um ponto de vista e buscar soluções para problemas.

  1. Ensino baseado em dados

Cada vez mais, os educadores contam com o auxílio da tecnologia para acompanhar o desempenho dos alunos. As provas bimestrais deixaram de ser a única avaliação possível.

Pode-se registrar o engajamento do discente em grupos de discussão on-line, por exemplo, ou em quizzes com tópicos específicos da matéria, ao longo do semestre. Essas ferramentas, bastante comuns no EAD, tornam-se um complemento à educação presencial.

Na Nottingham Trent University, no Reino Unido, os estudantes têm acesso a um painel de controle que compara seu desempenho ao dos colegas. A ideia é mostrar aos professores quais alunos vêm apresentando mais dificuldade, além de fazer os próprios jovens perceberem que precisam estudar mais.

Embora haja algumas implicações éticas aí, os dados podem ser úteis. A avaliação contínua permite identificar problemas de aprendizagem ao longo do processo, diminuindo as chances de reprovação. Isso porque, notando a dificuldade, o educador tem como propor atividades diferentes, que reforcem o aprendizado.

Na Universidade de Hong Kong, os escores de engajamento dos alunos são levados em consideração, na hora de desenhar o currículo ou escolher os métodos de ensino. Na University of Purdue, em Indiana (EUA), a análise de dados também permite uma intervenção mais precoce para resolver problemas. Resultado: queda de 12% nas notas B e C e de 14% nas notas D e F.

  1. Cultura da inovação

Difícil falar de tecnologia no Ensino Superior sem mencionar a inovação. Essa é uma daquelas palavras-chave que o mercado adora usar. Mas o que isso significa, realmente, para o campo da Educação?

Bem, o ambiente acadêmico é o berço de projetos inovadores. É de lá que saem muitas ideias para melhorar a vida em sociedade. Portanto, o centro universitário deve permitir que o conhecimento flua e prospere.

De acordo com um levantamento do Teachers Insurance and Annuity Association of America (TIAA), um dos fatores para atingir a inovação é ter um corpo docente e discente diversificado. Afinal, pessoas com vivências diferentes têm perspectivas diferentes, o que serve para observar vários ângulos da mesma questão.

A tecnologia também pode ser um vetor de inovação. Com a análise dos dados, mencionada anteriormente, as necessidades específicas de cada aluno podem ser atendidas e sanadas. Assim, todos avançam no conteúdo e podem colaborar nos projetos conjuntos em pé de igualdade. Nenhum colega fica para trás porque teve uma educação básica mais fraca.

O chamado blended learning, a mistura da educação presencial com recursos tecnológicos, melhora o desempenho de estudantes. Segundo a organização Educause, após a adoção desse método, as taxas de aprovação de indivíduos com dificuldades de aprendizagem sobem em um terço. Eles também dominam o conteúdo num ritmo 50% mais rápido.

  1. Educação mobile

O celular já é o dispositivo preferido das crianças e dos adolescentes brasileiros para acessar a rede. A informação vem da pesquisa TIC Kids 2017, do Comitê Gestor da Internet (CGI.br). Com tantos jovens carregando smartphones por aí, é natural que as faculdades observem essa tendência de comportamento.

O relatório Mobile Learning Market, da consultoria Markets and Markets, prevê que o ensino via aparelhos móveis cresça 36% ao ano, chegando a um valor de mercado de US$ 37,6 bilhões em 2020. A análise considera o cenário mundial.

Em muitos educandários, ainda persiste a noção de que tablets e celulares causam distração. No entanto, a tecnologia pode melhorar o interesse dos pupilos pela aula.

A Middlesex University, de Londres, conduziu um experimento com dois grupos de estudantes de anatomia. Um deles utilizou Ipads para visualizar modelos em 3D de músculos e esqueletos. Não só eles obtiveram uma nota mais alta na prova, em comparação aos colegas que não usaram tablet, como disseram que a experiência foi divertida.

A questão é desenvolver apps especialmente desenhados para as necessidades dos alunos. O próprio corpo discente pode oferecer feedback. Algumas universidades têm investido em aplicativos para facilitar o acesso a serviços dentro do campus. Outra possibilidade são as ferramentas de otimização do tempo, ótimas para quem precisa se concentrar numa tarefa e aumentar a produtividade.

Conclusão: como aproveitar a tecnologia no Ensino Superior

À medida que novas tecnologias ganham popularidade, os educandários devem se atualizar. As lições não estão mais restritas a uma sala de aula ou a uma biblioteca.

O conteúdo pode ser trabalhado em ambientes on-line, em porções menores, como os quizzes e os tópicos de discussão. Assim, o estudante pode se envolver com a matéria ao longo de toda a semana, a qualquer hora. Basta pegar o celular num momento de bobeira – no ônibus, depois do almoço, no intervalo do trabalho.

Os modelos de ensino precisarão ser desenhados conforme as necessidades de cada estudante. Esse cuidado é importante para garantir que todos tenham condições de contribuir com os projetos conjuntos, independentemente de seu background. Nesse ponto, a análise de dados pode ajudar a identificar dificuldades e trabalhá-las de maneira personalizada.

Evidentemente, as soluções tecnológicas geram despesas para as instituições de Ensino Superior. Por outro lado, compensam pelo maior envolvimento da comunidade acadêmica e pelos bons índices de aprovação, o que se reflete na qualidade geral dos cursos.

Lembre-se: os estudantes de amanhã são nativos digitais. Para eles, não há diferença entre mundo físico e mundo digital. Portanto, a faculdade deve abraçar a tecnologia e aproveitá-la da melhor maneira possível, senão corre o risco de parar no tempo.

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